Equipe do Lacen/SE trabalha na detecção de variantes da Covid-19 no estado

A alta predominância de linhagens do SARS-CoV-2 em regiões do país tem causado preocupação aos profissionais da saúde. Em Sergipe, por exemplo, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SE) confirma detecção de 12 variantes do coronavírus, entre elas, a Gamma (brasileira), antiga P.1, popularmente conhecida como “variante de Manaus”, que também está presente em outros 16 Estados. A pesquisa envolveu a coleta de amostras, por meio da aplicação de testes RT-PCR, de 325 pacientes na faixa etária de 11 meses a 99 anos, residentes em 27 municípios diferentes do estado. O material foi recolhido no período de 12/03/2021 a 31/05/2021 e enviado à Fiocruz-RJ e Lacen-BA para sequenciamento genético.

A atualização e os resultados do estudo estão representados no Boletim Genômico, produzido pelo Lacen/SE, sob a coordenação do farmacêutico bioquímico, Cliomar Alves. O principal objetivo do boletim é promover mais agilidade na detecção de mutações entre as cepas do vírus, principalmente no Estado. “Nós selecionamos as amostras aqui no Lacen, principalmente amostras coletadas em UTIs, pacientes que estão com Síndrome Respiratória Aguda Grave, além dos casos inusitados que são pacientes que entraram em contato com pessoas confirmadas com novas variantes de interesse, pacientes que vieram de áreas de grande circulação de cepas de preocupação, como é o caso da variante Delta que é a Indiana”, explica, Cliomar Alves.

O o trabalho de vigilância laboratorial também busca monitorar casos suspeitos de novas variantes. “Nós fazemos o levantamento de todas as análises, fazemos o boletim, informamos qual é a distribuição por município, por região e por tipo de linhagem dentro do Estado para a população ficar informada com clareza e transparência”, pontua o farmacêutico.

Para a conselheira federal de Farmácia pelo estado de Sergipe, Fátima Cardoso, o atual cenário de Sergipe, assim como do país, é bastante delicado. “Observamos que há detecção de 12 variantes que também correm o país, entre elas, duas de maior interesse, a brasileira e a britânica. Ainda não conseguimos estimar um prazo para sair dessa crise sanitária que assola o mundo. Este trabalho, que já está em sua quarta edição, é essencial para monitorar a circulação e mutações genéticas do vírus, além de alertar a população e respaldar melhor os profissionais da saúde. Parabéns ao trabalho do Lacen e, em especial, ao nosso colega Cliomar Alves que trabalha em prol da valorização profissional e proteção da sociedade”, conclui a conselheira.

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