Farmacêuticos participam de testagem da população em Minas Gerais

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Frente a necessidade de aumentar os testes para diagnóstico do Sars-Cov-2, pesquisadores, profissionais, estudantes e voluntários da área da saúde da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) se mobilizaram para colaborar na testagem da população e identificar casos positivos de infecção pelo vírus por meio do exames de RT-PCR, conhecido como ‘padrão ouro’ ou ‘padrão referência’. A instituição de ensino executou até o momento aproximadamente um terço dos exames realizados pelo Estado. A expectativa é manter essa dinâmica para identificar novos casos positivos e submetê-los aos protocolos sanitários de saúde, com o objetivo de frear a disseminação do vírus responsável pela pandemia da doença Covid-19.

Antes mesmo de a pandemia chegar ao Brasil, enquanto observávamos o avanço de novos casos e mortes decorrentes da Covid-19 em outros países, estudiosos da UFMG acenderam a luz de alerta prevendo a gravidade da doença e sua expansão no país. “No início da pandemia fizemos (UFMG) uma parceria com o laboratório de referência do Estado (FUNED) para atuarmos como laboratório de apoio. Criamos uma rede UFMG com sete laboratórios que se adaptaram para realização do diagnóstico por RT-PCR, da COVID-19”, recorda o Professor de Hematologia e pesquisador do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas da Faculdade de Farmácia da UFMG, Adriano de Paula Sabino.

A Universidade se prontificou em ajudar o governo perante o desafio imposto pela chegada avassaladora do Sars-Cov-2 na nação mais populosa da América do Sul e contou com aporte de equipamentos e estrutura para realização dos exames. Foram envolvidos sete laboratórios da UFMG, entre eles os da Faculdade de Farmácia, Faculdade de Medicina, Escola de Veterinária, Instituto de Ciências Biológicas e do Centro de Tecnologia em Vacina da UFMG. A união teve um único propósito: cuidar da saúde e segurança da população. “Desde então, passamos a receber amostras para testagem provenientes de diferentes municípios. Estas amostras chegam de diferentes serviços de saúde na FUNED que, além de realizar a testagem, fazem a distribuição para os nossos laboratórios. Até o dia de hoje, já fizemos 79.062 testes da COVID-19. Recebemos amostras diariamente com o quantitativo médio de 800 amostras/dia, sendo que nossa capacidade pode ser aumentada frente a demanda”, comenta o farmacêutico.

Entre as universidades públicas, a UFMG foi a que mais realizou testes. Do mês de março deste ano até novembro, a média de testes diários realizados nos laboratórios da universidade alcançou a marca de 800. Esse número chegou a 2.000 na época mais crítica, durante o pico da doença no Estado. “Nos últimos meses tem ocorrido um aumento na testagem por dois fatores principais: a expansão dos critérios de testagem pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/MG) que incluiu nos critérios de testagem todas as suspeitas de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e o notório aumento de casos ultimamente. É triste afirmar, mas os serviços estão novamente sobrecarregados”, avalia o doutor em Ciências Farmacêuticas.

O Laboratório Institucional de Pesquisa em Biomarcadores (LINBIO) da Faculdade de Farmácia da UFMG conta com equipe de 18 membros, composta por professores e alunos (em sua maioria voluntários), sendo farmacêuticos, biomédicos, biólogos e bioquímico. Ao todo, são nove farmacêuticos atuando nas diferentes etapas do exame laboratorial.

O conselheiro federal de Farmácia pelo estado de Minas Gerais, Gerson Pianetti, considera ser de grande relevância o trabalho prestado por todos os envolvidos no processo de testagem. “Sabemos da dificuldade que as redes primária e secundária de atenção à saúde enfrentam. O apoio da UFMG por meio dos seus laboratórios e colaboradores é imprescindível para descongestionar o sistema público e privado de saúde”, conclui Pianetti.

Na foto: Prof. Adriano Sabino – Farmacêutico; Viviam Paixão – graduanda Ciências Biológicas; Geovana Dornelas – graduanda Biomedicina; Natália Virtude – Biomédica; Ana Carla – Bioquímica; Elizângela Almeida – Bióloga; Fernanda Oliveira – Farmacêutica; Fabiola Mendes – Bióloga; Túlio Freitas – Bioquímico; Jéssica Almeida – Biomédica; Prof. Bruno Mota – Biólogo; Marta Lamounier – Biomédica.

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