Levantamento inédito revela falta de itens importantes em hospitais durante a pandemia do novo Coronavírus

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Foi apontada a falta de EPIs em 60% dos relatos e de dispositivos médicos necessários ao suporte para ventilação mecânica em 37%

Um levantamento inédito aponta o desabastecimento de alguns medicamentos e produtos para a saúde em hospitais brasileiros nesse período de pandemia. A pesquisa foi feita pela Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (SBRAFH). As informações foram enviadas por 731 farmacêuticos de todos os estados. A consolidação dos dados revelou a dificuldade de abastecimento especialmente de medicamentos para sedação, 64%, seguido de bloqueio neuromuscular, 59% e analgesia, 37%. Indispensáveis a procedimentos necessários, por exemplo, para aliviar a dor e desconforto de pacientes em estado grave de Covid-19 que precisam de ventilação mecânica.

A presidente da Sbrafh, Valéria Bezerra, explica que a ideia do levantamento surgiu a partir da preocupação com os diversos relatos e da experiência diária dos profissionais. “Optamos por um modelo breve de questionário porque sabíamos que a chances de adesão às respostas seriam bem maiores, especialmente neste contexto de adversidade e de sobrecarga de trabalho que naturalmente todos nos encontramos. Estamos exaustos, estamos todos na linha de frente. Independente do perfil do serviço de saúde e da modalidade do hospital, 87% dos profissionais informaram que esse problema existe, que o impacto é real, e isso independe da unidade de saúde ter ou não leitos destinados para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados de Covid-19”, esclarece.

Em relação aos produtos para a saúde, foi apontada a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) em 60% dos relatos, seguida de dispositivos médicos necessários ao suporte para ventilação mecânica, 37%. Para a presidente da Sbrafh a ideia foi reunir informações para conhecimento da comunidade farmacêutica e das autoridades públicas e da área de saúde sobre a estrutura para o atendimento visando a segurança e a qualidade.

“Com esses resultados, que têm representatividade nacional, a Sbrafh e nós, enquanto profissionais de saúde, cientes desses números, esperamos que seja possível e entendemos que é definitivamente oportuno que haja uma avaliação de possíveis maneiras de se minimizar os transtornos e riscos que envolvem todo esse contexto. Indiscutivelmente garantir o acesso a essas tecnologias é indispensável no processo de promoção e recuperação da saúde e tem uma contribuição direta com a qualidade da assistência segura que deve ser oferecida a todos os nossos pacientes”, conclui Valéria Bezerra. O levantamento contou com o envolvimento de toda a diretoria da Sbrafh e foi encaminhado ao Ministério da Saúde e instituições como a ANVISA, os Conselhos Nacional e Municipais das Secretarias de Saúde, aos Conselhos Federal de Farmácia e de Medicina e à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Ouça na Rádio NewsFarma: http://www.newsfarma.com.br/cff/not/49755

Para conferir as informações acesse o site: www.sbrafh.org.br

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